May 2013
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abraço de amigo amante: os indivíduos envolvem-se de companheirismo, uma ampulheta de paixão (presente por seu potencial variável) e uma dosagem imensurável do que for considerado amor. geralmente os olhos encontram-se fechados para intensificar o sabor.
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seria bom: participar (não nos isolar).
estranho: saber da tua vida mas participar pela telinha; na surdina.
March 2013
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“Ele beijou minha ‘cidade das jóias’. Descargas figurativas no plexo solar. Deu uns cinco beijos em meio as dez pétalas e o fogo. Energizou-me, despertando minha vontade de ter o imediato.”
February 2013
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procuro, então, nesse fim de mês de fevereiro, o assassinato desse ritmo exageradamente acelerado, o saborear da linguagem, a ausência de disforias e o contato de quem eu quero amar.
January 2013
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tô gostando mais de vento do que mim mesmo.
December 2012
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Diazinho ruim. Acho que não estou pra papo furado nesse fim de Dezembro.
November 2012
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para sanar-se em 10%: gesticule o corpo, em principal a boca, defronte ao espelho como se estivesse aos gritos; faça contato visual com seu reflexo e, no máximo, emita apenas sussurros-gritados.
October 2012
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Existem passagens que tratam pessoas como objetos – e elas nunca deixarão de ser sinceras. A possibilidade de estar oco, penetrável, mas não palpável, soa resistente o suficiente para me encasular em camadas firmes e sujas de algo parecido com covardia. É como se eu empurrasse a vida apenas com os pés, feito uma bola, sem ver que o caminho eventualmente terá um obstáculo (trazendo a falsa ideia de...
August 2012
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depois da sua ligação, olhei-me pelado no espelho do quarto. eu procurei o que me pesava no reflexo, mesmo sabendo que só poderia ver se estivesse dentro da casca. a casa continuou silenciosa, os sofás continuaram vazios e eu continuei em silêncio. o desejo literário: “com o tempo, aquela espécie de peso se desdobraria pelo resto do meu corpo e se tornaria uma cócega”.
eliminarei expectativas para que não culminem decepção.
July 2012
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3h49. “que saudade da porra”. uma falta.
que sonho maluco. quebrei vidros de carro para Eva e eu galoparmos até você (“você” que estava em fotos, fogos de artifício e parques aquáticos). lúcido e quebradiço.
não contei as horas, não contei os passos e não senti medo. foi um momento novo que conseguiu ser lindo, quente e esperançoso. verdadeiro. uma das várias linhas que escreveremos juntos.
outra pessoa está: derramando sorvete e macarrão desde 1985.
nunca soube dizer se fui eu ou o ambiente que criou isolamento: é fácil demais perder a sua personalidade na visão dos supostamente centrados. por alguns segundos de olhares perdidos, viver torna-se vago. toma-se sopa aos ruídos e com dores nas costas.
na primeira parte do sonho, você entrou nu na sala de aula com maldade nos olhos. queria me deixar incomodado e mostrar o quanto tudo é frágil ou falso. seus olhos diziam isso. na segunda parte do sonho, eu fugi do médico estuprador até a casa da minha avó. havia medo, uma sala cheia de conhecidos indiferentes e cômodos de sonhos que eu tive antes. demorei um tempo pra ter um dia em que eu...
June 2012
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(o dia foi vazio).
suas palavras do passado eram tão descontraídas (tão cheias de um você que se divertia).
água: ela entra em contato com as mais diversas matérias para ser turva ou cristalina. é quente ou fria, silenciosa ou barulhenta, destruidora ou renovadora. tecendo pulsações de vida dentro de nossos corpos, dentro de nossos sexos, dentro de nossos esgotos. com gás ou sem gás. em forma de suspiro ela se esvai. em forma de pedra ela se quebra e até queima (pelo frio). a água é uma arma atômica que...
May 2012
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grama: poderia ser verde, marrom, pisada e em planos falsos. habitada por insetos, vidas e organismos que não adentram nos casais que correm felizes pela grama (nos filmes). seria um estudo quando a mesma está em fogo. libera, exala, se transforma. incinera-se. a temperatura, no mais bonito que ela goza, desintegra a grama com o mudar da cor. o vento leva as cinzas por cima das outras gramas, por...
Não praticar o seu desejo é ter um pedaço escuro onde palavras estão alinhadas para não serem lidas. É um suicídio parcial.
amo mais do que espero, recebo beijos e despedidas nos sonhos. mas seu eu-sonho me cortou a garganta, rapaz.
April 2012
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quando há amor no sexo, voltar pra casa pra dormir sozinho causa suspiros. há esse desapego extremamente íntimo que me deixa incomodado por dias.
Fique positivo. Permaneça positivo. Seja independente. Bote engrenagens e ajude. Suba nas costas (pra fazer uma massagem).
Propagavam seus vernáculos ardis para causar uma dor pungente no manto nacional, desta forma manteriam o poder intacto enquanto a dor penetrava nos peitos brasileiros de forma mordaz. Praguejando imprecações, as mulheres que usavam aventais postaram-se à frente do protesto. Assumiram suas novas condições como peneiras assim que as balas perfuravam-lhe a carne e trincavam-lhe os ossos. Horas mais...
March 2012
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os dias passam tão rapidamente Sarinha já vai fazer outro mês (talvez) já lhe escrevi três cartas mas não mandei nenhuma o que há? preciso dar uma descansada preciso daquela deitada pra olhar o céu só olhar o céu de um sossego “bolero amanhecido” vento, sino dos ventos sossego de gente sossegada. Imagine que estou desenhando uma flor nas suas costas. Vai virar um abraço.
um suspiro rápido porque o tempo nunca parou quando eu quis
When I take a long look at my life, as though from outside, it does not appear...
– Hermann Hesse, Gertrude
A cabeça ficou aos pés da cama e nenhum estranhamento alheio me incomodou. A garganta raspa.
E esse sono que me deixa deprê? Café não faz passar e tempo pra matar não tem como ter. Ele me deixa tapado o dia todo.
Um aviso amanhecido: não sou arte.
Mistura de âmbito único, cercada e oprimida por um dilema estrondoso. Sim ou não.
Ia dizer que estou confuso mas a palavra não é esta. Não é algo que se pode tomar uma decisão definitiva. É pra ser sentido lá dentro (mesmo havendo a decisão válida de dizer não).
Eu e a Giullya fugíamos. Logo após o fim da cidade de terra, entrava-se um campo completamente acimentado. Árvores estavam fincadas no cimento. Todas em fileiras. Pedalávamos com vigor, querendo fugir dali. O céu estava cinza e o lugar era quente demais. Ia chover. Vapor. Eu estava sozinho na casa da minha avó paterna. A geladeira estava aberta e lotada de copos plásticos cheios de arroz até a...
Eu sonhei com manequins de cabelo de samambaia. A cara era desgastada, o sorriso vazio e os cabelos caiam verdes para todos os lados. Quem estava na chácara corria de branco. Alguns usavam roupa íntima de renda vermelha.
vi criança dançando pior que bêbado tem gente que bebe só pra dançar feito criança (com a desculpa de estar bêbado)
Ele desceu do carro pra me abraçar. Apertou gostoso.
February 2012
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Joguei o estagnado pulando de cabeça.
Hoje me representarei como algo. Serei uma espécie de pedra articulada na boca de quem fala bonito. “Colocada”, bem naquele “co” que soa cristalino. Amanhã espero estar vivo.
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10 de Setembro, 2010 - 13h30
“Te matei. Te enterrei, levei até flores no seu túmulo. Chorei, foi uma morte lenta, dolorosa. Mas que só doeu em mim. Não me pergunte por que fiz isso. Fiz pois tinha de ser feito. Foi como terminar com a noite para que o dia chegasse. Te assassinei pois tinha fome de vida. Tinha ânsia de felicidade. Chorei, mas agora posso sorrir. Foi simples assim. Não, na verdade foi difícil. E ainda...
limpemos as fronhas o leito está sujo por conta do que foi feito o corpo quente tronco com tronco nas minhas costas, em cima: é um proteger que me faz sincero seus erros no meu ouvido (erros e urros) tua boca me marcando “o desejo que consome” na movimentação com ar a música de corpos que queimam lençóis (lançando roupas na órbita) as notas da música são as mãos se apertando, os olhos...
Não é poesia. São pedacinhos de mim. É jogar por aí, ver e lembrar.
puxão na orelha “why?” “who, me?” é bossa nova com vontade de ver café dançando de ver amigos dançando na piscina na terra e na grama “met-moi dans votre bouche” errado bagunçado confusão azulada (nova) dá pra achar que só tô jogando palavra mas peguei na tua mão (e ela estava quente)
pukingthoughts:
quando cospem na cara de outro pensam na superioridade mas pensam enquanto vomitam bosta pela boca apontam dedos que derramam sangue e usam palavras para matar matar com tiro na cara porque homem é homem e sendo “ruim” ou não tem que morrer porque é assim que gira o globo é assim que a gente se conforma a gente lê lê texto e lê fato mas lê conformado deixando virar história moeda...
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o amasso da barba rala na minha boca tem seu gosto e cheiro e mesmo que a chuva bata no vidro as línguas dançam os problemas somem porque estamos e lembramos lembramos nessa capsula de vidro bicolor que vivemos vivo com necessidade de olhar sua partida na chuva (já querendo você de volta) lembrando estando com a boca vermelha e sentida parado e jurado no please stay here dança mais isso dança,...
December 2011
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I’m not fascinated by people who smile all the time. What I find interesting is...
– Unknown (via soaringaboveitall)