— Unknown (via soaringaboveitall)
(Source: rogue4robothearts, via electricscum)
“A gente sempre colocava aqueles papéis no varal. Nosso padrinho dizia, com a voz sempre rouca, pra atarmos tudo quanto é coisa pra secar no varal. Secando, não perdíamos nada. Ele sempre nos disse que os secos duram mais. Mas teve um dia que os papéis não pareciam durar. Os molhados – a tinta escorria e ia chão abaixo, pro fundo. Atravessava um monte de coisa e penetrava no mundo. Mesmo que ninguém mais conseguisse ler, tinha penetrado no mundo e agora fazia parte dele! Não é fascinante? Mas meu irmão dizia que era só tinta. “Palavras, momentos, histórias e sentimentos pra tinta. Só tinta.” E eu vi que ele tinha razão. Tinha penetrado tinta, não o que estava no papel, não o que estava realmente sendo representado. É uma pena… Seria tão poético.”
(Source: mperinotto.blogspot.com)
— Dalai Lama (via versuseumesma)
(Source: versus-eu-mesma)
Sonho I
Alguma coisa na minha rua, na esquina da macumba, acompanhado de quatro meninas. Uma que urinava em jatos estrondosos, de vestido vermelho. Também tinha as fotos, a vontade de rodar o quarteirão de medo da garota mijona, o banco no balão que não existia mais, a cabeça decapitada do careca e mais fotos que eu não consigo me lembrar. Novo mundo, começando numa floresta gigante, maravilhosa, com riachos verdes. Corri pela floresta até encontrar a Unicamp que não era a Unicamp. Havia a chuva dos mortos. Chuva de suor e lágrimas daqueles que morreram sem ter seus desejos saciados. Lá “em cima” tinha uma espécie de loja. Continuando a correr, achei a cidade dos portões acinzentados. Mais chuva, mais alguma coisa que não parava de soltar “água”.
No morro, lá em cima (olhando da cidade), estava o hospital (ou hospício) onde fui internado. Lá era bom. Lourival era o nome do “guarda”, mesmo nome do meu avô. Ele me ajudou a escapar do hospício, destruindo cercas de madeira e pulando em troncos caídos comigo (sendo que eu poderia sair do hospício a qualquer hora, pela porta da frente). Chegou outra garota no hospício. Uma que por um segundo estava grávida e no outro não estava mais. Ela preparava tortas e mais tortas o dia todo; um monte de coisas gostosas. Não disse, mas eu sabia que ela iria vendê-las. Era trabalhava duro e tinha o sorriso triste. As coisas que ela fazia eram coloridas, com texturas e gostos que eu nunca tinha sentido (e senti). Tente ligar e mandar mensagens pra “ele”. Mas, como ontem (e hoje), dia trinta de outubro, as mensagens não estão chegando pra nenhum dos dois. No fim, percorri o caminho inverso do hospício até a floresta com a Mariana Michelon. Ela não tinha o menor interesse de saber da chuva dos mortos e da minha fascinação pelo riacho verde (élfico). Chegamos na floresta como se fosse uma saída daquele mundo. Eu estava relutante. Acordei.
(Source: mperinotto.blogspot.com)
E você estragou tudo novamente. Parabéns, Matheus. Seja miserável. Ná. Não estraguei porra nenhuma. As pessoas são diferentes, só isso. A mania perfeccionista é inútil quando se trata de pessoas; quando se trata de mim.
Vou contar como foi “o antes de dormir” no dia dezesseis. Da cachorra da vizinha, que entrou na garagem e ficou raspando a porta à meia-noite. De como eu a coloquei pra fora, brincando, e toda hora ela voltava. De como eu deitei à meia-noite e meia e a Mamá me mandou uma mensagem, precisando conversar. De como conversamos. E de como fui dormir tarde e sonhei pouco. E daí que já é dezessete?
— Martha Medeiros
(Source: cool--cool, via desapega-que-a-vida-carrega)
